15Nov → 16Dez

MY MAPUTO

EXPOSIÇÕES ONLINE

Desvendam-se aqui alguns dos trabalhos que irão fazer parte da exposição “My Maputo”, actualmente ainda em fase de preparação, e que irá ter lugar durante o próximo ano. Os fotógrafos Ricardo Franco, Adiodato Gomes, Emidio Jozine, Dinho Lima e Ana Cristina Antunes antecipam aqui algumas das propostas que irão integrar essa exposição.

Embora se esteja ainda  numa fase de desenvolvimento de conceitos e discussão de ideias, pareceu oportuno dar a conhecer, desde já, pelo carácter exemplar de que se revestem, algumas dessas propostas.

Os trabalhos aqui “expostos” – e que representam apenas uma pequena amostragem do projecto “My Maputo” – devem, por isso, ser vistos como ensaios preliminares de um “work in progress” que irá, certamente, ainda ser objecto de reformulações e redimensionamentos.

Produzido pelo MFF, o projecto “My Maputo” pretende colocar um conjunto de criativos (que não apenas fotógrafos) perante o desafio de reflectir sobre a sua relação com a cidade.

Se é claro que há na cidade várias cidades, do que se trata aqui não é tanto fazer o retrato desse mosaico mas convocar a vivência individual, intima e pessoal dos artistas envolvidos na sua relação com o espaço que habitam.

Mas porque essa vivência é inevitavelmente fluída e mutante, e está sujeita às mesmas dinâmicas que permeiam qualquer outro tipo de relação, o “retrato” da cidade obtido irá remeter sempre, e em última análise, para a “cidade” – real ou imaginária – que habita o corpo e a mente, num dado momento, partcular e específico, do artista.

O desafio em “My Maputo” é, portanto, duplo: dar a “ver” a cidade implicará aqui deixar-se ser “visto” por ela. E, como num jogo de espelhos, retratá-la (à cidade) passará também, obrigatoriamente, por ser “retratado” por ela.

 

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Fotografia do fundo da página: Paulo Alexandre

SOBRE A EXPOSIÇÃO

Nesta série, uma incursão pessoal pela cidade de Maputo, Ricardo Franco explora o que está para além das suas “Fachadas” desconstruíndo uma narrativa eufórica – alimentada pelo sonho do crescimento económico que os “grandes projectos” iriam trazer – e confrontando-a com a crueza de uma realidade social marcada pela pobreza e a degradação ambiental e urbana.

SOBRE O FOTÓGRAFO

A viver desde 2009 em Moçambique – depois de uma permanência de dois anos em Macau – o fotógrafo português Ricardo Franco tem-se destacado sobretudo no domínio do fotojornalismo e nos trabalhos de documentação fotográfica que tem realizado para as principais ONG’s em actividade no país.

Nós últimos dois anos tem procurado dar mais corpo e intenção ao seu trabalho pessoal tendo desenvolvido três séries fotográficas na Índia  – “Varanasi, a Cidade Sagrada do Rio Ganjes”; “Indian Wrestlers – Training Day” e “As profissões da Índia” – e também em Moçambique onde concebeu “O Mussiro da Mulher Macua”,  “Cirurgiões sem Fronteiras ” e agora “Fachadas” para a edição de 2017 do MFF.

SABER MAIS SOBRE A EXPOSIÇÃO →
Nesta série, uma incursão pessoal pela cidade de Maputo, Ricardo Franco explora o que está para além das suas “Fachadas” desconstruíndo uma narrativa eufórica – alimentada pelo sonho do crescimento económico que os “grandes projectos” iriam trazer – e confrontando-a com a crueza de uma realidade social marcada pela pobreza e a degradação ambiental e urbana.

SOBRE O FOTÓGRAFO

A viver desde 2009 em Moçambique – depois de uma permanência de dois anos em Macau – o fotógrafo português Ricardo Franco tem-se destacado sobretudo no domínio do fotojornalismo e nos trabalhos de documentação fotográfica que tem realizado para as principais ONG’s em actividade no país.

Nós últimos dois anos tem procurado dar mais corpo e intenção ao seu trabalho pessoal tendo desenvolvido três séries fotográficas na Índia  – “Varanasi, a Cidade Sagrada do Rio Ganjes”; “Indian Wrestlers – Training Day” e “As profissões da Índia” – e também em Moçambique onde concebeu “O Mussiro da Mulher Macua”,  “Cirurgiões sem Fronteiras ” e agora “Fachadas” para a edição de 2017 do MFF.

SOBRE A EXPOSIÇÃO

Inspirada na música da cantora portuguesa Maria João, usada na performance da bailarina moçambicana Judith Novela, “Boneca de Pano” evidencia a dimensão intimista do olhar de Adiodato Gomes e a forma como, nos seus mais recentes projectos, tem procurado retratar aqueles que ousam, na sua vivência urbana, assumir a “diferença” e afirmar a sua identidade individual face a preconceitos e estereótipos conservadores e conformistas.

SOBRE O FOTÓGRAFO

Nascido a 7 de Agosto de 1972, em Maputo, Adiodato Gomes iniciou, em 1995, a sua carreira como produtor de eventos culturais e foi nesse contexto que surgiu a paixão pela fotografia.

Depois de ter participado em 2007 num curso organizado pelo Centro de Documentação e Formação Fotográfica – orientado por Ricardo Rangel e Basílio Muhati – integrou, em 2011, a exposição coletiva “GREVE 2010” organizada pela Associação Moçambicana de Fotografia (AMF) e onde participaram também fotógrafos como: Joel Chiziane, Naita Ussene, Funcho, Tomas Cumbana (entre outros).

Em Julho de 2016 realizou a sua 1ª exposição de individual – ‘’LUVANO’’ – na Fundaçao Fernando Leite Couto, com a curadoria do fotógrafo moçambicano Filipe Branquinho.

Prepara actualmente a sua 2ª exposição individual intitulada “Psychedelic/Beyond Hairstyle Norms”.

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Inspirada na música da cantora portuguesa Maria João, usada na performance da bailarina moçambicana Judith Novela, “Boneca de Pano” evidencia a dimensão intimista do olhar de Adiodato Gomes e a forma como, nos seus mais recentes projectos, tem procurado retratar aqueles que ousam, na sua vivência urbana, assumir a “diferença” e afirmar a sua identidade individual face a preconceitos e estereótipos conservadores e conformistas.

SOBRE O FOTÓGRAFO

Nascido a 7 de Agosto de 1972, em Maputo, Adiodato Gomes iniciou, em 1995, a sua carreira como produtor de eventos culturais e foi nesse contexto que surgiu a paixão pela fotografia.

Depois de ter participado em 2007 num curso organizado pelo Centro de Documentação e Formação Fotográfica – orientado por Ricardo Rangel e Basílio Muhati – integrou, em 2011, a exposição coletiva “GREVE 2010” organizada pela Associação Moçambicana de Fotografia (AMF) e onde participaram também fotógrafos como: Joel Chiziane, Naita Ussene, Funcho, Tomas Cumbana (entre outros).

Em Julho de 2016 realizou a sua 1ª exposição de individual – ‘’LUVANO’’ – na Fundaçao Fernando Leite Couto, com a curadoria do fotógrafo moçambicano Filipe Branquinho.

Prepara actualmente a sua 2ª exposição individual intitulada “Psychedelic/Beyond Hairstyle Norms”.

SOBRE A EXPOSIÇÃO

A designação “O Sonho Frustrado de Mamati” remete para uma das fotografias incluídas neste projecto – a imagem que encima este post e se intítula “Ladrão de Espelhos” – e retrata uma situação dramática que reflecte a violência urbana que permeia um quotidiano vivido, para muitos, no limiar extremo da sobrevivência.

SOBRE O FOTÓGRAFO

Emídio Jozine nasceu em Maputo em 1982. Concluiu os seus estudos como designer gráfico na Escola Nacional de Artes Visuais, em 2004, mas desde cedo orientou a sua actividade para a fotografia e o audiovisual. Em 2013 completou a sua formação na Gerrit Rietveld Academie (Holanda) onde obteve o BFA (Bachelor of Fine Art – Audio Visual).

O seu percurso profissional tem reflectido, desde 2007, estas duas vertentes: trabalhando e expondo como fotógrafo e participando, como director de fotografia, em vários projectos cinematográficos.

Entre as várias exposições em que participou destacam-se: “Groves of my soul” (exposição individual, Amsterdão, 2011); World Black and White–Madeira International Art Biennale (Portugal, 2014); “Innocent Eye’s” (Goa/India, 2016) e MUSART (Maputo, Moçambique, 2016).

No seu percurso foi já distinguido com vários prémios: “À Espera no Quintal“, documentário que dirigiu, obteve, em 2010, o prémio para a Melhor Realização e Melhor Filme no Festival Ver e Fazer Filmes (Brasil); “Lobolo”, realizado por Michael Mathison, foi distinguido, em 2011, com o prémio “African Society Message”  no festival FESPACO (Burkina Faso) e em 2016 obteve o 3º prémio na exposição anual MUSART (Maputo, Moçambique).

Encontra-se actualmente envolvido como Director de Fotografia nos projectos “Tributo ao Mestre Chissano” e “Enviado Especial” (baseado numa história de Aquino de Bragança).

A sua mais recente exposição individual intitula-se “A Dança da Retina” (Centro Cultural Franco-Moçambicano, Novembro 2017).

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A designação “O Sonho Frustrado de Mamati” remete para uma das fotografias incluídas neste projecto – a imagem que encima este post e se intítula “Ladrão de Espelhos” – e retrata uma situação dramática que reflecte a violência urbana que permeia um quotidiano vivido, para muitos, no limiar extremo da sobrevivência.

SOBRE O FOTÓGRAFO

Emídio Jozine nasceu em Maputo em 1982. Concluiu os seus estudos como designer gráfico na Escola Nacional de Artes Visuais, em 2004, mas desde cedo orientou a sua actividade para a fotografia e o audiovisual. Em 2013 completou a sua formação na Gerrit Rietveld Academie (Holanda) onde obteve o BFA (Bachelor of Fine Art – Audio Visual).

O seu percurso profissional tem reflectido, desde 2007, estas duas vertentes: trabalhando e expondo como fotógrafo e participando, como director de fotografia, em vários projectos cinematográficos.

Entre as várias exposições em que participou destacam-se: “Groves of my soul” (exposição individual, Amsterdão, 2011); World Black and White–Madeira International Art Biennale (Portugal, 2014); “Innocent Eye’s” (Goa/India, 2016) e MUSART (Maputo, Moçambique, 2016).

No seu percurso foi já distinguido com vários prémios: “À Espera no Quintal“, documentário que dirigiu, obteve, em 2010, o prémio para a Melhor Realização e Melhor Filme no Festival Ver e Fazer Filmes (Brasil); “Lobolo”, realizado por Michael Mathison, foi distinguido, em 2011, com o prémio “African Society Message”  no festival FESPACO (Burkina Faso) e em 2016 obteve o 3º prémio na exposição anual MUSART (Maputo, Moçambique).

Encontra-se actualmente envolvido como Director de Fotografia nos projectos “Tributo ao Mestre Chissano” e “Enviado Especial” (baseado numa história de Aquino de Bragança).

A sua mais recente exposição individual intitula-se “A Dança da Retina” (Centro Cultural Franco-Moçambicano, Novembro 2017).

SOBRE A EXPOSIÇÃO

“Maputo não tem cor – tem cores”. É com esta ideia em mente que Ana Cristina Antunes compôs esta série fotográfica inteiramente dedicada à comunidade Hindu. Tendo tido o privilégio de poder fotografar um casamento e acompanhar todo o ritual a ele associado, “Divercidade” pretende afirmar a cidade como um espaço multicultural cujos contrastes constituem a matriz da sua identidade.

SOBRE A FOTÓGRAFA

Ana Cristina Antunes tem 27 anos de idade e é natural de Maputo. Directora de Arte na empresa Brand Lovers, desde muito jovem manifestou a sua inclinação artística através da feitura de bijuterias, colagens, pintando e desenhando com lápis de carvão, tinta acrílica, aguarela e lápis de cêra em telas e papel.

Aos 17 anos começou a trabalhar como Editora de Conteúdos Web e Formadora tendo posteriormente obtido capacitação na área do Design Gráfico, área na qual continua a trabalhar profissionalmente. Tendo descoberto a fotografia em 2010 – registando as mais diversas situações do seu quotidiano desde objectos a plantas e animais -. começou, a partir de 2012, a desenvolver trabalho profissional na área da fotografia.

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“Maputo não tem cor – tem cores”. É com esta ideia em mente que Ana Cristina Antunes compôs esta série fotográfica inteiramente dedicada à comunidade Hindu. Tendo tido o privilégio de poder fotografar um casamento e acompanhar todo o ritual a ele associado, “Divercidade” pretende afirmar a cidade como um espaço multicultural cujos contrastes constituem a matriz da sua identidade.

SOBRE A FOTÓGRAFA

Ana Cristina Antunes tem 27 anos de idade e é natural de Maputo. Directora de Arte na empresa Brand Lovers, desde muito jovem manifestou a sua inclinação artística através da feitura de bijuterias, colagens, pintando e desenhando com lápis de carvão, tinta acrílica, aguarela e lápis de cêra em telas e papel.

Aos 17 anos começou a trabalhar como Editora de Conteúdos Web e Formadora tendo posteriormente obtido capacitação na área do Design Gráfico, área na qual continua a trabalhar profissionalmente. Tendo descoberto a fotografia em 2010 – registando as mais diversas situações do seu quotidiano desde objectos a plantas e animais -. começou, a partir de 2012, a desenvolver trabalho profissional na área da fotografia.

SOBRE A EXPOSIÇÃO

Em “A Cadeira do Guarda”, Dinho Lima fixa o seu olhar sobre estes personagens (os guardas) que constituem parte integrante do cenário urbano de Maputo.

 

Sobre este trabalho, diz Dinho Lima:

“Em Moçambique, cerca de 15 milhões de pessoas vivem com menos de 2 dólares por dia, segundo dados levantados pelo Banco Mundial. O contraste produzido pelo cenário económico-social do país dá origem a personagens como “o guarda”; seguranças particulares de casas, condomínios e até de ruas inteiras, que trabalham em troca de cerca de 20 dólares por mês.

A posição degradante destes trabalhadores é bem representada pelas suas cadeiras, que são, de certo modo, suas camas, armários e local de almoço. O arranjo das cadeiras também destaca traços da frequente convivência do cidadão com a urbanização precária de Maputo e da incomparável criatividade e capacidade de sobrevivência do moçambicano”.

SOBRE O FOTÓGRAFO

O brasileiro Dinho Lima é fotojornalista e vive em Moçambique há 6 anos. Começou a trabalhar como ilustrador aos 14 anos em agências de publicidade tendo, posteriormente, feito a sua formação em jornalismo. O seu trabalho sempre procurou interligar, a partir desse momento, a escrita e a as expressões visuais.

Ao longo do seu trajecto profissional, de mais de 20 anos, o seu trabalho tem reflectido a diversidade das várias disciplinas a que se tem dedicado (jornalismo, fotografia, design, tipografia e artes gráficas).

Tendo participado em inúmeras exposições e recebido vários prémios (Bienal Brasileira de Design Gráfico, Prémio Jabuti de Literatura, etc.) Dinho Lima expôs, recentemente, em Moçambique, na colectiva “Punkada”, que esteve patente no Centro Cultural Franco-Moçambicano em Maputo.

Em “A Cadeira do Guarda”, Dinho Lima fixa o seu olhar sobre estes personagens (os guardas) que constituem parte integrante do cenário urbano de Maputo.

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Em “A Cadeira do Guarda”, Dinho Lima fixa o seu olhar sobre estes personagens (os guardas) que constituem parte integrante do cenário urbano de Maputo.

Sobre este trabalho, diz Dinho Lima:

“Em Moçambique, cerca de 15 milhões de pessoas vivem com menos de 2 dólares por dia, segundo dados levantados pelo Banco Mundial. O contraste produzido pelo cenário económico-social do país dá origem a personagens como “o guarda”; seguranças particulares de casas, condomínios e até de ruas inteiras, que trabalham em troca de cerca de 20 dólares por mês.

A posição degradante destes trabalhadores é bem representada pelas suas cadeiras, que são, de certo modo, suas camas, armários e local de almoço. O arranjo das cadeiras também destaca traços da frequente convivência do cidadão com a urbanização precária de Maputo e da incomparável criatividade e capacidade de sobrevivência do moçambicano”.

SOBRE O FOTÓGRAFO

O brasileiro Dinho Lima é fotojornalista e vive em Moçambique há 6 anos. Começou a trabalhar como ilustrador aos 14 anos em agências de publicidade tendo, posteriormente, feito a sua formação em jornalismo. O seu trabalho sempre procurou interligar, a partir desse momento, a escrita e a as expressões visuais.

Ao longo do seu trajecto profissional, de mais de 20 anos, o seu trabalho tem reflectido a diversidade das várias disciplinas a que se tem dedicado (jornalismo, fotografia, design, tipografia e artes gráficas).

Tendo participado em inúmeras exposições e recebido vários prémios (Bienal Brasileira de Design Gráfico, Prémio Jabuti de Literatura, etc.) Dinho Lima expôs, recentemente, em Moçambique, na colectiva “Punkada”, que esteve patente no Centro Cultural Franco-Moçambicano em Maputo.

Em “A Cadeira do Guarda”, Dinho Lima fixa o seu olhar sobre estes personagens (os guardas) que constituem parte integrante do cenário urbano de Maputo.

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O Maputo Fast Forward é uma iniciativa da
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